S&P 500 em Máximos Históricos, mas o Câmbio está a comer os teus Lucros?
- Jana
- 2 de jul.
- 3 min de leitura

Nos últimos meses, o índice S&P 500 tem vindo a renovar máximos históricos. Para quem investe nos EUA, é uma fase emocionante, cheia de retornos positivos. Mas se és um investidor europeu — talvez já tenhas notado uma coisa curiosa: os teus lucros não parecem tão altos quanto deveriam.
E a razão tem um nome: câmbio EUR/USD.
O que está a acontecer com o S&P 500?
O S&P 500 é um dos principais índices da bolsa americana e reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Está a subir com força, impulsionado por:
✅ A explosão da inteligência artificial (com empresas como NVIDIA, Apple e Microsoft a liderarem)
✅ Expectativas de corte de juros pelo Fed (banco central dos Estados Unidos)
✅ Dados económicos robustos nos EUA
Resumindo: o índice está em grande forma. Só que… isso não está a refletir-se totalmente no bolso de quem investe em euros.
O problema (invisível) para os europeus: a taxa de câmbio
Se investes em ETFs como o VOO, SPY, IVV ou outros ETFs que seguem o S&P 500, é provável que estejas exposto ao dólar americano (USD). Isso significa que os teus lucros estão a ser impactados por uma segunda variável: o câmbio EUR/USD.
📉 Isso significa que: quando o dólar desvaloriza em relação ao euro, os teus investimentos em dólares valem menos quando convertidos de volta para euros.
Um exemplo prático (e doloroso):
Imagina que investiste 1.000€ num ETF do S&P 500 cotado em dólares quando o câmbio estava em 1 EUR = 1,05 USD.
Agora o índice subiu +15%. Fantástico, certo?
Mas se o câmbio passou para 1 EUR = 1,10 USD, o teu retorno real em euros é menor do que os 15% esperados, porque o dólar vale menos face ao euro.
Ou seja: o câmbio está a mitigar os teus lucros.
Investidores europeus têm sempre dois fatores em jogo:
A rentabilidade do ativo (neste caso, o S&P 500)
A variação cambial (EUR/USD)
💡 Às vezes, ganhas nos dois.
💡 Outras vezes, um deles anula o outro.
💡 E há momentos — como agora — em que o câmbio pode atrapalhar, mesmo quando tudo parece correr bem.
O que fazer como investidor europeu?
Não há uma fórmula mágica, mas aqui ficam algumas boas práticas:
1. Pensar no longo prazo
As flutuações cambiais tendem a suavizar com o tempo. Se o teu objetivo é investir por 10, 15 ou 20 anos, é provável que esses efeitos se anulem.
2. Diversificar a moeda
Podes diversificar parte da tua carteira com ETFs com versões “hedged” (protegidas contra variações cambiais).
3. Aproveitar para rebalancear
Se estás a ganhar bem no S&P 500 (mesmo com câmbio menos favorável), talvez seja uma boa altura para rebalancear a carteira e reforçar ativos que estão mais “em conta”. Pois o S&P 500 não é o único investimento que existe no mercado.
Conclusão:
Muitos investidores olham apenas para os gráficos dos ETFs e esquecem-se da conversão de moeda. E isso pode ser a diferença entre um lucro e uma falsa sensação de retorno.
Por isso, se estás a investir nos EUA a partir da Europa, lembra-te: o câmbio conta. E conta muito.
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Porque tudo o que ajude a aumentar o teu retorno — ou evitar perdas escondidas — é bem-vindo na jornada da tua liberdade financeira.
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