Fizeste um empréstimo para pagar a faculdade? 6 Passos para eliminar a dívida
- Jana

- 2 de out. de 2025
- 3 min de leitura

Fizeste um empréstimo para pagar a faculdade há 10 anos e ainda te faltam mais 6 para acabar de pagar? Se esta é a tua realidade, não estás sozinho. Muitas pessoas, em Portugal e noutros países, continuam anos (ou até décadas) a pagar os seus créditos estudantis. A boa notícia é que existem estratégias para aliviar este peso e até antecipar a tua estabilidade financeira.
1. Entende o Teu Empréstimo
O primeiro passo é conhecer ao detalhe o crédito que tens:
Taxa de juro: fixa ou variável? qual é a taxa?
Montante em dívida atual: quanto ainda falta pagar?
Prazo: mais 6 anos, mas podes amortizar antes?
Comissões de amortização antecipada: existe penalização se pagares mais cedo?
👉 Conhecer estes pontos vai permitir-te decidir se vale a pena acelerar o pagamento ou renegociar.
2. Faz um Plano de Amortização Extra
Se a tua taxa de juro é alta, acelerar pagamentos pode poupar-te centenas ou até milhares de euros em juros. Exemplos práticos:
Se a prestação mensal é 200€, podes tentar pagar 250€.
Esse extra vai diretamente ao capital em dívida, reduzindo não só o prazo como os juros totais.
Mesmo que seja apenas 20€ ou 30€ por mês, no longo prazo faz muita diferença.
3. Considera a Renegociação ou Transferência
Dependendo do banco e das condições atuais:
Renegociar taxa de juro: especialmente se tens crédito com spread antigo.
Transferir para outro banco: algumas instituições oferecem melhores condições para atrair clientes.
4. Cria uma Reserva de Segurança
Antes de acelerar pagamentos, garante que tens uma reserva de emergência. Garante pelo menos 3 a 6 meses das tuas despesas fixas guardados numa conta poupança separada da conta à ordem ou, se já souberes investir, produto de alta liquidez. Assim evitas recorrer a mais crédito se surgir uma despesa inesperada.
5. Investe em Paralelo
Aqui depende do teu perfil e se tens conhecimento sobre investimentos:
Se a taxa de juro do crédito é alta (acima de 5-6%), faz sentido priorizar a amortização.
Se for baixa (2-3%), pode ser mais interessante investir em paralelo (ETFs, ações, fundos, PPR, etc.) para teres retorno maior do que o custo do crédito.
Dependendo de caso para caso, pode ser feita uma combinação: continuar a pagar o crédito normalmente e, ao mesmo tempo, começar a investir para construir património.
6. A Importância da Disciplina
Mais do que números, aqui falamos de mentalidade financeira. Viver com um crédito antigo pode ser frustrante, mas tens duas opções:
Vês o empréstimo como um fardo e arrastas a dívida até ao fim.
Vês o empréstimo como um desafio e crias estratégias para acabar com ele mais cedo, começando por aprender mais sobre dinheiro.
A disciplina diária com o teu orçamento vai ditar se sais dessa dívida em 6 anos… ou em 3.
Conclusão
Ter ainda 6 anos de crédito estudantil pela frente pode parecer desanimador, mas existem caminhos:
Conhecer as condições do empréstimo.
Amortizar mais rápido sempre que possível.
Renegociar ou transferir para condições melhores.
Criar uma reserva de segurança.
Avaliar se compensa investir em paralelo.
👉 Lembra-te: a dívida estudantil não define o teu futuro. O que define é a forma como a geres a partir de agora.
Se te organizares, podes transformar esse crédito numa oportunidade para ganhares mais consciência financeira e saíres dele mais rápido e mais forte.




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