Com que idade comecei a investir? E com que valores?
- Jana

- 25 de jul. de 2025
- 4 min de leitura

Há algum tempo que não recebia esta pergunta: “Jana, com que idade começaste a investir? E com quanto dinheiro?”
Hoje vou contar-te tudo — não só os números, mas principalmente a jornada interior e as escolhas que me trouxeram até aqui. Porque mais importante do que “quando” e “com quanto”... é o porquê, o como e o com que mentalidade.
O meu primeiro contacto com a Bolsa de Valores
O meu primeiro contacto direto com o mundo dos investimentos a nível pessoal foi em 2017. Estava a trabalhar, a terminar a universidade, e sentia que queria mais do que apenas "poupar dinheiro" ou aprender sobre investimentos numa ótica empresarial que era o que a Universidade ensinava.
Queria realmente fazer o meu dinheiro crescer, trabalhar para mim. E foi aí que me deparei com o tema da Bolsa de Valores, graças ao meu marido (namorado na altura) que fez questão de me oferecer um livro sobre este tópico.
Comecei com o mais importante: o conhecimento.
Li o meu primeiro livro sobre investimentos nesse ano, e foi como abrir uma porta para um mundo completamente novo. A partir daí, fui estudando, analisando, fazendo simulações, compreendendo o funcionamento dos ciclos de mercado, os principais erros dos investidores iniciantes e a diferença entre investir com emoção e com estratégia.
O maior erro que cometi nos investimentos?
Uma vez, numa sessão ao vivo, uma aluna perguntou-me:
“Jana, qual foi o maior erro que cometeste nos investimentos?”
Ela estava à espera que eu dissesse: “Investi no investimento X que caiu imenso e por isso perdi dinheiro…” — mas a minha resposta foi outra:
“O meu maior erro foi ter demorado demasiado tempo a começar.”
Sim, porque comecei a estudar sobre investimentos em 2017...Mas só comecei a investir de facto 3 anos depois — com 25 anos de idade.
Mas será que me arrependo?
Honestamente? Não me arrependo completamente.
Demorei, sim. Mas isso fez com que eu evitasse muitos erros que a maioria dos investidores iniciantes comete. A maioria das pessoas começa a investir sem antes investir em conhecimento. E esse é o primeiro erro. O segundo erro? Perder dinheiro.
No meu caso, esse estudo profundo — mesmo antes de aplicar um único euro — foi o que me preparou para começar da forma certa, com segurança e com estratégia.
E isso fez toda a diferença. Enquanto muitos principiantes entram na Bolsa de Valores com medo ou com pressa (e às vezes perdem dinheiro logo nas primeiras semanas e meses), eu entrei com uma mentalidade sólida e estruturada. Sabia o que estava a fazer. E isso deu-me confiança mesmo quando o mercado parecia estar a desabar.
Hoje olho para trás e acredito mesmo que tenha demorado tanto tempo porque estava sozinha, não tinha um passo a passo dado por um mentor que já tivesse feito aquele caminho.
Comecei com 25 anos… e com 100€ por mês
Foi aos 25 anos que comecei a investir, finalmente. E comecei com um valor pequeno: cerca de 100€ por mês.
O mais curioso? Comecei numa altura em que a bolsa de valores estava em queda. Era um período de muita incerteza, ninguém sabia o que ia acontecer no mundo — e, pela primeira vez, em comparação com muitos outros investidores, eu estava calma, segura, e sem medo de investir.
Tinha feito as análises. Tinha refletido. Sabia exatamente o que estava a fazer.
Depois disso, a cada mês e novo ano, revia a minha estratégia, aumentava os meus aportes quando podia, e mantinha o foco no longo prazo.
Esse primeiro investimento, apesar de conservador, foi certeiro. Cresceu ao longo dos anos — e não porque tive "sorte", mas porque entendi o que estava a fazer e comecei da forma certa.
O momento em que cliquei no botão “comprar”
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que cliquei no botão “comprar”. Foi o meu primeiro investimento na bolsa de valores. E lembro-me da sensação: Estava feliz. Radiante. E orgulhosa por finalmente ter dado o passo.
Esse primeiro investimento era, na minha ótica, até bastante conservador — para um perfil conservador a moderado. Mas ainda hoje, com o passar do tempo, ele cresceu bastante bem.
A grande lição
Se estás a pensar investir, esta é a principal lição que te quero passar:
Não é sobre quanto tens para começar. É sobre começares com clareza e estratégia.
Eu comecei com 100€. Podias pensar que isso é pouco, mas o verdadeiro poder está no tempo, na consistência e no conhecimento por trás de cada escolha.
Mais vale começares com pouco, mas bem, do que entrares com muito dinheiro sem saber o que estás a fazer — e arrepender-te logo a seguir.
E se ainda não começaste?
Então estás no lugar certo.
Porque há algo que te posso garantir: nunca é cedo ou tarde demais para começares a investir, mas há algo que deves evitar: adiar indefinidamente por medo ou falta de informação.
Se te sentes assim, lembra-te que:
Já estiveste noutras fases da vida onde também não sabias tudo (como andar de bicicleta, aprender a ler, conduzir, trabalhar, ou até gerir o teu dinheiro);
E aprendeste.
E cresceste.
O mesmo acontece com os investimentos.
Por onde podes começar?
Se estás mesmo no início, aqui vão 3 passos simples:
Investe primeiro em conhecimento. Aprende o essencial sobre o que são ações, ETFs, risco, perfil de investidor, etc.
Começa com pouco. Não precisas de 1000€, podes começar com 50€ ou 100€ — o importante é dar o primeiro passo.
Sê consistente. A magia dos juros compostos acontece com o tempo. Não com uma aposta isolada.
Conclusão
Hoje olho para trás e vejo que começar a investir foi uma das decisões mais importantes da minha vida. Mudou a minha forma de ver o dinheiro, o tempo, a liberdade.
Se estás a ler isto, talvez seja o teu sinal para dar o próximo passo.
Lembra-te:
Não tens de começar de forma "grande". Tens de começar consciente do que estás efetivamente a fazer.
E se precisares de apoio, orientação e um caminho claro — é exatamente para isso que criei os meus cursos e conteúdos gratuitos. Para ajudar-te a investir da forma certa, desde o início.




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